terça-feira, 7 de abril de 2026

ZEPHYRANTHES CARINATA HERB.


 

ESPÉCIEZephyranthes carinata Herb.

PSEUDÔNIMO: lírio-da-chuva, lírio-do-vento ou zefirantes. 

FAMÍLIA:  Amaryllidaceae J. St. Hil.

CICLO DE VIDA: seu ciclo de vida é marcado por um crescimento compacto, florescendo intensamente na primavera, verão e outono, geralmente estimulada por chuvas após períodos de seca, com bulbos que entram em dormência no inverno.

ORIGEM: nativa de regiões tropicais e subtropicais das Américas Norte, Central e Sul.  

CARACTERISTICAS: é uma planta herbácea, bulbosa e perene, que forma touceiras compactas e belíssimas. Possui pequeno porte, atingindo geralmente de 20 a 30 cm de altura. De raízes fasciculadas, subterrâneas e ramificas. Produz bulbos subterrâneos que se multiplicam facilmente, permitindo a propagação da planta. Já as suas folhas são lineares, estreitas, de cor verde-brilhante, semelhantes a gramíneas. Com flores médias, solitárias, em forma de funil ou trombeta, com seis pétalas (tépalas) de cor rosa vibrante a rosa-claro. Apresentam estames amarelos proeminentes. Sua floração ocorre principalmente no final do verão e início do outono, sendo intensificada após períodos de chuvas intensas. Tem preferência por sol pleno, mas tolera meia-sombra. O sol direto estimula uma floração mais intensa. Sendo assim adaptável, mas prospera melhor em solos leves, ricos em matéria orgânica e, crucialmente, bem drenados para evitar o apodrecimento dos bulbos. Prefere clima quente e ameno, sendo resistente. Gosta de solo úmido, mas não encharcado. A floração ocorre por "choques" de rega após um breve período de seca (simulando a chuva). No entanto, a sua propagação é de fácil propagação pela divisão dos bulbos laterais que se formam ao redor do bulbo principal.  Contém alcaloides como licorina, galantina, tazetina, hemantamina, pretazetina, carinatina, tortuosina, trisphaeridina, hamayne e pancratistatina. Como muitas plantas da família Amaryllidaceae é considerada tóxica se ingerida. No seu uso no paisagismo é ideal para para bordaduras, maciços, canteiros ou em vasos e jardineiras. Sendo muito utilizada para forração de áreas ensolaradas devido ao seu rápido crescimento e formação de touceiras. 

 

 

FOTOS: foto da minha residência, Caranã, Boa Vista, Roraima, Brasil, 07 Abril 2026.

 

 

REFERÊNCIAS:

 

 

DUTILH, J. H. A. et al. Zephyranthes in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB33562>. Acesso em: 07 abr. 2026.

 

FELIX, W. J. P. Caracterização Citogenética do Genero Zephyranthes Herb. Amaryllidaceae J. St. Hil. Dissertação de Mestrado. UFRP: RECIFE, PE. 2009.

Disponível em:  http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/bitstream/tede2/6534/2/Winston%20Jose%20Pessoa%20Felix.pdf Acesso em: 07 abr. 2026.

 

 

FERRI, M. G. et alGLOSSÁRIO ILUSTRADO DE BOTÂNICA. São Paulo: Nobel, 1981.

 

VIDAL, W. N.; VIDAL, M. R. R e PAULA, C. C. BOTÂNICA – Organografia: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos5 ed. VISOÇA: UFV. 2021.

 

Boa Vista, Roraima - Cidade mais bela do País! Venha conhecer!

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... por Affonso Queiroz – affonsoqueiroz@msn.com

#PlantaÉCultura!  

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segunda-feira, 6 de abril de 2026

SCOPARIA DULCIS L.




 

ESPÉCIEScoparia dulcis L

 

PSEUDÔNIMO: vassourinha-doce ou jêje-nagôs como vassourinha-de-oxum.

FAMÍLIA:  Plantaginaceae Juss.

CICLO DE VIDA:  perene (vive mais de dois anos), transformando em subarbusto.

RITUAIS AFROBRASILEIRO:  a vassourinha-de-Oxum é amplamente utilizada para preparar banhos de descarrego (limpeza) e de amaci (batismo), visando purificar o corpo espiritual. Acredita-se que seus banhos aumentam a intuição e a vidência. É uma planta associada principalmente a Oxum, a orixá das águas doces, do amor e da fertilidade, dada a sua característica de "vassourinha" que "varre" as energias negativas. As folhas são utilizadas em banhos rituais e, por vezes, em defumações para purificar ambientes e pessoas. 

ORIGEM: é uma espécie nativa do Brasil e amplamente distribuída pelas regiões tropicais e subtropicais das Américas.

CARACTERISTICAS: é uma planta conhecida popularmente como vassourinha-doce, é uma erva anual ou perene da família Plantaginaceae, crescendo até 1 metro de altura. Possui raízes axiais, subterrânea e ramificadas. Caule eretos, quadrangulares, sulcados, sólidos, finos, glabros, de coloração verte intenso. Suas folhas são opostas ou verticiladas. Com inflorescências apresenta inflorescências pequenas e delicadas, com flores brancas, arroxeadas ou rosadas, que surgem isoladas ou em pares nas axilas das folhas. As flores são tetrâmeras (4 pétalas), com corola densamente barbada internamente, sendo uma planta característica de áreas abertas e medicinais. Seus frutos são cápsulados septicidos, pequena e globosa. Com aparência de bolinha pequenas e verdes que secam e ficam amarronzadas quando maduras. Já as suas sementes são numerosas e de cor castanha. Essa planta cresce em áreas abertas, campos úmidos, terrenos baldios e bordas de estradas. Sendo utilizadas na medicina tradicional para tratar problemas gastrointestinais, infecções e inflamações, contendo compostos como ácido escopadúlcico. Embora usada popularmente, estudos indicam que a planta pode ter potencial hepatotóxico (danos ao fígado) em casos de ingestão persistente, sendo recomendado cautela. O suco, a infusão ou o decocto deste vegetal é utilizado como fitofármaco para combater gripes, bronquites, catarro pulmonar, hemorróida e dores de ouvido. Considerada, ainda, emoliente, diurética, tônico do estômago e antifebril.

 

 

FOTOSfotos da Oficina do Oficina do Valdir – Multimarcas, Rua João de Alencar, Cauamé, Boa Vista, Roraima, Brasil, 27 mar. 2026.

 

REFERÊNCIAS:

 

FERRI, M. G. et alGLOSSÁRIO ILUSTRADO DE BOTÂNICA. São Paulo: Nobel, 1981.

 

SOUZA, V. C. Scoparia in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB12920>. Acesso em: 06 abr. 2026.

Scoparia dulcis L. Plantas para um futuro. Disponível em: https://pfaf.org/user/Plant.aspx?LatinName=Scoparia+dulcis Acesso em: 06 abr. 2026.

 

Scoparia dulcis L. Pant@net. Disponível em: https://identify.plantnet.org/pt-br/k-world-flora/species/Scoparia%20dulcis%20L./data Acesso em: 06 abril 2026.

 

VIDAL, W. N.; VIDAL, M. R. R e PAULA, C. C. BOTÂNICA – Organografia: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos5 ed. VISOÇA: UFV. 2021.

 

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... por Affonso Queiroz – affonsoqueiroz@msn.com

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