segunda-feira, 6 de abril de 2026

SCOPARIA DULCIS L.




 

ESPÉCIEScoparia dulcis L

 

PSEUDÔNIMO: vassourinha-doce ou jêje-nagôs como vassourinha-de-oxum.

FAMÍLIA:  Plantaginaceae Juss.

CICLO DE VIDA:  perene (vive mais de dois anos), transformando em subarbusto.

RITUAIS AFROBRASILEIRO:  a vassourinha-de-Oxum é amplamente utilizada para preparar banhos de descarrego (limpeza) e de amaci (batismo), visando purificar o corpo espiritual. Acredita-se que seus banhos aumentam a intuição e a vidência. É uma planta associada principalmente a Oxum, a orixá das águas doces, do amor e da fertilidade, dada a sua característica de "vassourinha" que "varre" as energias negativas. As folhas são utilizadas em banhos rituais e, por vezes, em defumações para purificar ambientes e pessoas. 

ORIGEM: é uma espécie nativa do Brasil e amplamente distribuída pelas regiões tropicais e subtropicais das Américas.

CARACTERISTICAS: é uma planta conhecida popularmente como vassourinha-doce, é uma erva anual ou perene da família Plantaginaceae, crescendo até 1 metro de altura. Possui raízes axiais, subterrânea e ramificadas. Caule eretos, quadrangulares, sulcados, sólidos, finos, glabros, de coloração verte intenso. Suas folhas são opostas ou verticiladas. Com inflorescências apresenta inflorescências pequenas e delicadas, com flores brancas, arroxeadas ou rosadas, que surgem isoladas ou em pares nas axilas das folhas. As flores são tetrâmeras (4 pétalas), com corola densamente barbada internamente, sendo uma planta característica de áreas abertas e medicinais. Seus frutos são cápsulados septicidos, pequena e globosa. Com aparência de bolinha pequenas e verdes que secam e ficam amarronzadas quando maduras. Já as suas sementes são numerosas e de cor castanha. Essa planta cresce em áreas abertas, campos úmidos, terrenos baldios e bordas de estradas. Sendo utilizadas na medicina tradicional para tratar problemas gastrointestinais, infecções e inflamações, contendo compostos como ácido escopadúlcico. Embora usada popularmente, estudos indicam que a planta pode ter potencial hepatotóxico (danos ao fígado) em casos de ingestão persistente, sendo recomendado cautela. O suco, a infusão ou o decocto deste vegetal é utilizado como fitofármaco para combater gripes, bronquites, catarro pulmonar, hemorróida e dores de ouvido. Considerada, ainda, emoliente, diurética, tônico do estômago e antifebril.

 

 

FOTOSfotos da Oficina do Oficina do Valdir – Multimarcas, Rua João de Alencar, Cauamé, Boa Vista, Roraima, Brasil, 27 mar. 2026.

 

REFERÊNCIAS:

 

FERRI, M. G. et alGLOSSÁRIO ILUSTRADO DE BOTÂNICA. São Paulo: Nobel, 1981.

 

SOUZA, V. C. Scoparia in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB12920>. Acesso em: 06 abr. 2026.

Scoparia dulcis L. Plantas para um futuro. Disponível em: https://pfaf.org/user/Plant.aspx?LatinName=Scoparia+dulcis Acesso em: 06 abr. 2026.

 

Scoparia dulcis L. Pant@net. Disponível em: https://identify.plantnet.org/pt-br/k-world-flora/species/Scoparia%20dulcis%20L./data Acesso em: 06 abril 2026.

 

VIDAL, W. N.; VIDAL, M. R. R e PAULA, C. C. BOTÂNICA – Organografia: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos5 ed. VISOÇA: UFV. 2021.

 

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... por Affonso Queiroz – affonsoqueiroz@msn.com

#PlantaÉCultura!  

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sábado, 4 de abril de 2026

ALPINIA PURPURATA (VIEILL.) K. SCHUM.



 

ESPÉCIEAlpinia purpurata (Vieill.) K. Schum.

PSEUDÔNIMO: Alpínia, Gengibre-vermelho

FAMÍLIA:  Zingiberaceae Martinov

CICLO DE VIDA:  perene, a adaptação a diferentes condições de luz e o uso versátil em paisagismo brasileiro.

ORIGEM: é originária das florestas tropicais do Sudeste Asiático e região do Pacífico Ocidental, incluindo Nova Caledônia, Ilhas Salomão e Maluku.

CARACTERISTICAS: é uma herbácea rizomatosa perene, nativa da Ásia e Oceania, muito utilizada no paisagismo tropical. Destaca-se por suas inflorescências terminais eretas com brácteas vermelhas (ou rosa/brancas) persistentes, atingindo de 1,2 a 4 metros de altura, formando touceiras densas. De raízes subterrânea, fasciculadas e ramificas. Caule subterrâneo e rizomatoso. Folhas lanceoladas, verde-escuras, largas e sésseis, produzidas em talos densos. Com inflorescência terminal, pluriflora, brácteas vermelhas (não as flores verdadeiras), monopodial com espigas eretas. Flores são pequenas, brancas e tubulares, surgindo entre as brácteas vermelhas.  Sua propagação se dá por meio de divisão de touceiras. Tem preferência por clima tropical ou subtropical, sol pleno ou meia-sombra, solo úmido e rico em matéria orgânica.

 

FOTOS: da frente da Prefeitura de Boa Vista, São Francisco, Boa Vista, Roraima, Brasil, 27 março 2025.

 

REFERÊNCIAS:

ALONSO, A. M & SOUSA-SILVA, J. C. Alpinia purpurata (Vieill.) K. Schum. Ornamental para cultura do Cerrado.  PLANATINA/DF: EMBRAPA CERRADO. 2010. Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/883988/1/doc298.pdf Acesso em: 04 fev. 2026.

ANDRÉ, T.  Zingiberaceae in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB110702>. Acesso em: 04 abr. 2026.

FERRI, M. G. et alGLOSSÁRIO ILUSTRADO DE BOTÂNICA. São Paulo: Nobel, 1981.

VIDAL, W. N.; VIDAL, M. R. R e PAULA, C. C. BOTÂNICA – Organografia: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos5 ed. VISOÇA: UFV. 2021.

 

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