sábado, 16 de maio de 2026

MACROPTILIUM ATROPURPUREUM (SESSÉ & MOC. EX DC.) URB.




ESPÉCIE: Macroptilium atropurpureum (Sessé & Moc. ex DC.) Urb.

PSEUDÔNIMO: feijão-roxo ou feijão-de-rola

FAMÍLIA: Fabaceae Lindl.

CICLO DE VIDA: é perene, podendo durar de 2 a 4 anos (e até mais), dependendo do manejo (como podas anuais) e das condições do solo

ORIGEM: é uma planta nativa do México, de onde se dispersou. Hoje, é amplamente encontrada em áreas tropicais e subtropicais ao redor do mundo, sendo considerada natural ou cultivada em diversas regiões do Brasil (como o cerrado e áreas litorâneas).

CARACTERISTICAS: é uma planta herbácea trepadeira da família das leguminosas (Fabaceae). Nativa das Américas e amplamente naturalizada, destaca-se pelo rápido crescimento, alta capacidade de cobertura do solo e flores de coloração arroxeada escura. É uma planta volúvel (trepadeira) ou prostrada, com ramos pilosos e finos que se entrelaçam facilmente sobre outras vegetações ou cercas. Com raízes subterrâneas, axiais e ramificadas. Caule, aéreo, trepadores e volúveis. Já as suas folhas ~soa compostas, alternas e trifolioladas (compostas por três folíolos). Os folíolos são geralmente ovados e frequentemente lobados (com recortes laterais). Com inflorescências são racemos axilares (longos cabos que nascem na junção da folha com o caule). Já as flores são assimétricas e possuem uma corola vermelho-escura a roxo-escura (atropurpurea). Com frutos em vagem (legume) linear, alongada, que geralmente mede mais de 6 centímetros de comprimento e abriga diversas sementes em seu interior. É uma planta valorizada historicamente em pastagens por sua capacidade de fixação de nitrogênio no solo e bom valor forrageiro. No entanto, por sua rusticidade e rápido crescimento, pode se comportar como planta invasora, sendo tolerante a alguns herbicidas.

 

FOTOS: Fotos da lateral da Igreja Mórmon (Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias), Caumé, Boa Vista, Roraima, 14 maio 2026.  

 

REFERÊNCIAS:

 

FERRI, M. G. et al. GLOSSÁRIO ILUSTRADO DE BOTÂNICA. São Paulo: Nobel, 1981.

 

Macroptilium atropurpureum (DC.) Urb. In world flora online. Disponível em: https://www.worldfloraonline.org/taxon/wfo-0000181719 Acesso em: 16 mai. 2026

 

SNAK, C. et al. Macroptilium in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB29785>. Acesso em: 16 mai. 2026

 

VIDAL, W. N.; VIDAL, M. R. R e PAULA, C. C. BOTÂNICA – Organografia: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos. 5 ed. VISOÇA: UFV. 2021.

 

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... por Affonso Queiroz – affonsoqueiroz@msn.com

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quinta-feira, 14 de maio de 2026

SENNA OBTUSIFOLIA (L.) H. S. IRWIN & BARNEBY







 

ESPÉCIESenna obtusifolia (L.) H. S. Irwin & Barneby 

 

PSEUDÔNIMO: fedegoso, fedegoso-branco ou mata-pasto

FAMÍLIA:  Fabaceae Lindl.

CICLO DE VIDA: anual

ORIGEM: América do Norte e da América do Sul tropical. Amplamente classificada como planta daninha e popularmente conhecida como fedegoso, é classificada hoje como uma espécie cosmopolita, dispersa por todos os trópicos e subtrópicos do planeta.

CARACTERISTICAS: é um subarbusto da família Fabaceae, comum em áreas degradadas, pastagens e lavouras. Ela é uma planta infestante que compete agressivamente em quase todas as culturas como feijão, milho, soja e outras. Mas possui usos medicinais na medicina tradicional. Subarbusto ereto, ramificado. Com raízes axiais, subterrâneas e ramificadas. Caule ereto e ramificado. Folhas alternas e compostas, geralmente com 3 pares de folíolos (6 foliolos) em formato obovado (largo e arredondado no ápice). Com flores amarelas, agrupadas em inflorescências do tipo racemos axilares. Os seus frutos são secos, deiscentes, em forma de vagem longa, arqueada ou curva (daí o nome vagem-foice), que contém sementes com casca dura e alta dormência, permitindo que permaneçam viáveis no solo por anos. Essa planta ocorre em solos areno-argilosos e áreas alteradas, desde o México até a Argentina, além de vasta ocorrência em quase todos os estados brasileiros. É uma planta daninha problemática e de difícil controle tradicional em pastagens e lavouras (especialmente na região Centro-Oeste do Brasil). Apesar de invasora, é usada na recuperação de áreas degradadas devido ao seu crescimento rápido e capacidade de fixação de nitrogênio. Na medicina popular, suas folhas e raízes são utilizadas para tratar afecções hepáticas, febres e como purgativo.

 

FOTOS: Fotos de um terreno baldio, Caranã, Boa Vista, Roraima, Brasil, 14 maio 2026.

 

 

REFERÊNCIAS:

 

BORTOLUZZI, R. L. C. et al. Senna in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB23161>. Acesso em: 14 mai. 2026 

FERRI, M. G. et alGLOSSÁRIO ILUSTRADO DE BOTÂNICA. São Paulo: Nobel, 1981.

 

SILVA, M. J. et al. Sinopse taxonômica do gênero Senna (Leguminosae, Caesalpinioideae, Cassieae) na Região Centro-Oeste do Brasil. Rodriguésia 69(2): 733-763. 2018 http://rodriguesia.jbrj.gov.br DOI: 10.1590/2175-7860201869233 Disponível em: https://doi.org/10.1590/2175-7860201869233 Acesso em: 14 mai. 2026 

 

 

VIDAL, W. N.; VIDAL, M. R. R e PAULA, C. C. BOTÂNICA – Organografia: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos5 ed. VISOÇA: UFV. 2021.

 

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