terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

ALLAMANDA BLANCHETII A.DC.

 


ESPÉCIEAllamanda blanchetii A.DC.

PSEUDÔNIMO: Alamanda-roxa ou alamanda-rosa

FAMÍLIAApocynaceae Juss.

CICLO DE VIDA: é uma planta perene, o que significa que vive por muitos anos, mantendo sua folhagem e estrutura crescendo e embelezando os jardins.   

ORIGEM: é uma espécie nativa do Brasil. É endêmica do nordeste do Brasil, especificamente encontrada na região da Caatinga (é o único bioma exclusivo do Brasil, cobrindo cerca de 10-11% do território nacional, no semiárido do Nordeste e norte de Minas Gerais. Conhecida como "mata branca" (tupi-guarani), sua vegetação é adaptada à seca (xerófila), perdendo folhas no período de estiagem, com rica biodiversidade e clima quente). Crescendo em áreas secas e tropicais, sendo adaptada a climas quentes. Pertencente à família Apocynaceae. É uma trepadeira volúvel ou arbusto escandente (pode ser conduzida como arbusto com podas frequentes). Pode ultrapassar os 5 metros de altura. Com raízes axiais, subterrâneas, ramificadas e profundas. Caule lenhoso, trepador, ramificado e de uma coloração avermelhada ou castanho. Folhas opostas ou verticiladas, elípticas, coriáceas (textura de couro) e verde-escuras, com aspecto levemente opaco ou aveludado, diferindo das folhas lisas e brilhantes da Alamanda amarela. Flores grandes, em formato de trombeta (campanuladas), na cor rosa-violáceo a vinho, com a garganta mais clara ou amarelada. Floresce intensamente na primavera e verão, mas pode florescer o ano todo em climas quentes. Sua prevalência em sol pleno, por no mínimo de 6 horas diárias para floração abundante e exuberante. Tem preferencias por climas tropicais e subtropicais. Não tolera geadas fortes. Gosta de solo rico em matéria orgânica, fértil e bem drenado. Tolera solos argilosos ou arenosos, desde que não encharcados. Suas regas deverão serem moderadas. Deve-se manter o solo úmido, mas evitar o encharcamento. É moderadamente tolerante à seca após estabelecida. Recomendamos uma adubação rica em fósforo na primavera/verão para estimular a floração. Já a sua poda deverá ser apenas para manter a forma arbustiva ou trepadeira. Recomenda-se poda de limpeza no final do inverno. O seu uso em treliças, arcos, pergolados, muros ou como arbusto isolado acentua ainda mais a sua beleza. É uma planta que atrai beija-flores e borboletas, por isso deverá ser cultivada em jardins. Porém, deverá ter um cuidado especial, pois essa planta pertence a família Apocynaceae e é portadora de uma seiva leitosa (látex) e tóxica, que pode causar dermatite de contato e irritações oculares. A ingestão pode causar problemas gastrointestinais. É muito rustica, tem alta resistência a pragas e doenças, mas pode ser afetada por cochonilhas e pulgões.  A sua propagação é por estaquia (ramos) na primavera ou verão, podendo ser propagada por alporquia ou sementes (menos comum).

 

FOTOS: Foi fotografada na Igreja Menino Jesus, Mecejana, Boa Vista, Roraima, Brasil, em 22 fev. 2026. Comunidade Menino Jesus - @comunidademeninojesusrr - IGREJA CATÓLICA - Paróquia @catedralcristoredentor - www.instagram.com › comunidademeninojesusrr  

 

 

REFERÊNCIAS:

 

Allamanda blanchetii A.DC. in TRABALHOS ESCOLARES. Disponível em: https://affonsoqueiroz.blogspot.com/2025/03/allamanda-blanchetii-adc.html Acesso em 24 fev. 2026.

 

Allamanda in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB15539>. Acesso em: 24 fev. 2026.

 

COUTINHO, L. M. Biomas brasileiros. São Paulo: Oficina de Texto, 2016.

 

FERRI, M. G. et alGLOSSÁRIO ILUSTRADO DE BOTÂNICA. São Paulo: Nobel, 1981.

 

VIDAL, W. N.; VIDAL, M. R. R e PAULA, C. C. BOTÂNICA – Organografia: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos5 ed. VISOÇA: UFV. 2021.

 

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... por Affonso Queiroz – affonsoqueiroz@msn.com

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