ESPÉCIE: Ipomoea
asarifolia (Desr.) Roem. & Schult.
PSEUDÔNIMO: Salsa-brava,
Salsa, Batatarana, Batatão e Salsa-da-praia
FAMÍLIA: Convolvulaceae
Juss.
CICLO DE VIDA: é uma liana
perene prostrada ou trepadeira.
ORIGEM: é uma planta
nativa do Brasil, com ampla distribuição nas regiões Norte, Nordeste,
Centro-Oeste e Sudeste, sendo comum em biomas como Caatinga, Mata Atlântica e
Amazônia. É uma trepadeira ou rasteira perene, reconhecida por fixar dunas e
ocorrer em áreas abertas.
CARACTERISTICAS:
é uma planta herbácea trepadeira ou rastejante da família Convolvulaceae. É
amplamente distribuída em regiões tropicais, comumente encontrada em dunas,
áreas de restinga, bordas de vegetação e em solos arenosos, sendo uma espécie
ruderal (planta que cresce espontaneamente ao redor das habitações humanas, em
terrenos baldios, entre detritos) e perene. Essa planta tem hábito liana, perene,
prostrada ou trepadeira, com raízes axiais e ramificas. Possui caules herbáceos,
ramificados, cilíndricos, carnosos e que enraízam nos nós. Com folhas simples,
alternas, de formato reniforme (forma de rim) a suborbicular, medindo 2.5 a 11
cm de largura, com pecíolos longos. Apresentam consistência coriácea e cor
verde-escura, por vezes com venação arroxeada. Já as suas inflorescências são axilares,
cimosa do tipo pleiocásio, contendo de 3 a 15 botões, com antese de 4 a 8
flores por dia. A corola é infundibuliforme (forma de funil), com coloração
rosa a lilás, apresentando o interior do tubo e a região interpétala
roxo-magenta. Com frutos é uma cápsula globosa, glabra (sem pelos), contendo
geralmente até 4 sementes. É uma espécie muito rústica com comportamento
ruderal, adaptada a áreas abertas, dunas e solos secos ou arenosos. É utilizada
em projetos de recuperação de solos degradados em regiões semiáridas e
subúmidas. Produz sementes que persistem no banco de sementes do solo. É
uma planta tóxica de importância no semiárido brasileiro, afetando
principalmente pequenos ruminantes (ovinos e caprinos) e bovinos. Contém
alcaloides indólicos (tremogênicos), que agem no cerebelo. Nos animais podem
causar tremores musculares, excitabilidade, pupilas dilatadas (midríase),
opistótono, estrabismo, distúrbios de coordenação (dismetria) e quedas. A
intoxicação ocorre geralmente no período da seca, quando há pouca
disponibilidade de forragem, levando os animais a consumirem a planta.
FOTOS: Encontras nas margens da pisto do aeroporto de Boa Vista, Roraima, Brasil, 20 fev. 2026.
REFERÊNCIAS:
FERRI, M. G. et al. GLOSSÁRIO
ILUSTRADO DE BOTÂNICA. São Paulo: Nobel, 1981.
Ipomoea asarifolia (Desr.)
Roem. & Schult. In Flora UFERSA. 2014. Disponível em: https://floraufersa.blogspot.com/2014/01/salsa.html
Acesso em: 21 fev. 2026.
VIDAL, W. N.; VIDAL, M. R. R e
PAULA, C. C. BOTÂNICA – Organografia: quadros sinóticos ilustrados
de fanerógamos. 5 ed. VISOÇA: UFV. 2021.
SIMÃO-BIANCHINI, R.; FERREIRA,
P.P.A.; VASCONCELOS, L.V. Ipomoea in Flora e
Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB7026>.
Acesso em: 21 fev. 2026.
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... por Affonso Queiroz
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