domingo, 7 de dezembro de 2025

PHOENIX DACTYLIFERA L.






Phoenix dactylifera L. é uma palmeira da família Aracaceae, nativa do Oriente Médio e Norte da África, cultivada por seus frutos doces e nutritivos. Essa palmeira é conhecida como tâmaras, ricos em fibras, açúcares, vitaminas e antioxidantes, com amplas aplicações na alimentação, medicina tradicional e indústria farmacêutica, sendo um alimento básico em regiões áridas e com valor cultural e religioso significativo, além de oferecer potencial terapêutico contra estresse oxidativo e outras condições.

A tamareira é uma árvore perene, ultrapassando os 15 metros de altura que produz frutos comestíveis e tem sua beleza ornamental. Com raízes subterrâneas, fasciculadas, ramificas e muito profundas, adaptando-se ao ambiente de deserto. Já o seu caule tipicamente cilíndrico não ramificado do tipo estipe, mas ocasionalmente pode formar touceiras com vários caules (rebentos) a partir do mesmo sistema radicular, que são muitas vezes removidos em cultivos comerciais para promover o crescimento da planta principal. Com crescimento alto e muito lento no deserto onde as questões pluviométricas são escassas, porém no ambiente comercial e com gotejamento tem-se observado um alto rendimento da sua biomassa.

Suas folhas são pecioladas, compostas de maneira uniforme por um ráquis rígido, mas recurvado, e de 100 a 200 longos folíolos com bases aderente formando um leque e ápice de formato lanceolado. A bainha da base da fronde é longa, lisa e de cor verde e quando seca por isolação ou tempo. Com grandes acúleos preso aos pecíolos das folhas palmadas.

A tamareira é uma planta é dióica, o que significa que as flores masculinas e femininas crescem em palmeiras separadas.  Com suas inflorescências de forma pendente entre as folhas, ramificadas e densas, que pode ultrapassar os 01 metres de comprimento. São axilares, pluriflora, simples indefinidas, formando espigas de flores que crescem a partir do ponto onde as folhas se juntam ao caule. Elas surgem envoltas por uma bainha protetora (espata).

As plantas masculinas têm flores brancas e são mais volumosas. Elas secam logo após a liberação do pólen, que é leve e disperso pelo vento ou manualmente na polinização artificial. Já as plantas feminais possuem inflorescências inicialmente pequenas, de estruturas esféricas ("bolinhas"). Após a polinização, essas flores femininas se transformam nos frutos ovoides-alongados, que são as tâmaras, mudando de cor amarela-avermelhada para marrom à medida que amadurecem.

Seus frutos ovais-cilíndricos, variando do amarelo ao vermelho vivo ou marrom escuro, com polpa doce e açucarada, textura que vai de firme a gelatinosa (dependendo do estágio de maturação). Com suas sementes, única em cada fruto, formato alongado e cilíndrico, geralmente ligeiramente curvado; coloração típica é marrom-clara a marrom-escura, podendo variar ligeiramente dependendo da variedade da tâmara; com textura dura e lenhificada, com um sulco longitudinal distinto (uma linha que percorre o comprimento da semente) em um dos lados; medem de 02 a 04 centímetros de comprimento e no interior contendo uma polpa comestível.

Portanto é uma palmeira robusta que cresce até 30m, com tronco coberto por bases de folhas velhas e uma coroa de folhas longas e pinadas. Produz frutos doces e nutritivos chamados tâmaras (de amarelos a marrons), ricos em açúcares e antioxidantes, importantes na culinária e cultura do Oriente Médio e Norte da África, sendo um alimento básico e com uso medicinal, com potencial para cultivo no Brasil e no mundo. 

 

CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA:

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Liliopsida

Ordem: Arecales

Família: Arecaceae

Gênero: Phoenix

Espécie: Phoenix dactylifera L.

 

 

FICHA TÉCNICA

NOME CIENTÍFICOPhoenix dactylifera L.

NOMES POPULARES: tamareira

FAMÍLIA: Arecaceae

CATEGORIA: plantas ornamentais e produtoras de alimentos.

CLIMA: Equatorial, Subtropical e Tropical.

ORIGEM: Norte da África, Oriente Médio, Índia.

ALTURA: até 30 metros de altura.

RAIZ:  suas raízes subterrâneas, fasciculadas, ramificas e muito profundas, adaptando-se ao ambiente de deserto.

CAULE: caule tipicamente cilíndrico não ramificado do tipo estipe, mas ocasionalmente pode formar touceiras com vários caules (rebentos) a partir do mesmo sistema radicular, que são muitas vezes removidos em cultivos comerciais para promover o crescimento da planta principal. Com crescimento alto e muito lento no deserto onde as questões pluviométricas são escassas, porém no ambiente comercial e com gotejamento tem-se observado um alto rendimento da sua biomassa.

FOLHA: suas folhas são pecioladas, compostas de maneira uniforme por um ráquis rígido, mas recurvado, e de 100 a 200 longos folíolos com bases aderente formando um leque e ápice de formato lanceolado. A bainha da base da fronde é longa, lisa e de cor verde e quando seca por isolação ou tempo. Com grandes acúleos preso aos pecíolos das folhas palmadas.

INFLORESCÊNCIAS: suas inflorescências de forma pendente entre as folhas, ramificadas e densas, que pode ultrapassar os 01 metres de comprimento. São axilares, pluriflora, simples indefinidas, formando espigas de flores que crescem a partir do ponto onde as folhas se juntam ao caule. Elas surgem envoltas por uma bainha protetora (espata).

FLORES: possui flores masculinas e femininas. As plantas masculinas têm flores brancas e são mais volumosas. Elas secam logo após a liberação do pólen, que é leve e disperso pelo vento ou manualmente na polinização artificial. Já as plantas feminais possuem inflorescências inicialmente pequenas, de estruturas esféricas ("bolinhas"). Após a polinização, essas flores femininas se transformam nos frutos ovoides-alongados, que são as tâmaras, mudando de cor amarela-avermelhada para marrom à medida que amadurecem.

FRUTOS: seus frutos ovais-cilíndricos, variando do amarelo ao vermelho vivo ou marrom escuro, com polpa doce e açucarada, textura que vai de firme a gelatinosa (dependendo do estágio de maturação).

SEMENTES: suas sementes, única em cada fruto, formato alongado e cilíndrico, geralmente ligeiramente curvado; coloração típica é marrom-clara a marrom-escura, podendo variar ligeiramente dependendo da variedade da tâmara.

LUMINOSIDADE IDEAL: Sol Pleno

CICLO DE VIDA: É uma espécie de palmeira perene de alta densidade que precisa de um grande espaço na jardinagem. Por ter uma altura imponente e muito espaçosa.

HABITAT E ECOLOGIA: Cresce em locais secos e rochosos dominados por diferentes comunidades arbustivas. Precisa de sol pleno, muito espaço para se desenvolver e tem um crescimento lento e de grande imponência.

CLIMA: Mediterrâneo, Oceânico, Semiárido, árido, Subtropical e Tropical.

CULTIVO: De crescimento muito lento, gosta de solos rico em matéria orgânica.

UTILIZAÇÃO: planta ornamental e produtora de alimentos.

PROPAGAÇÃO: Por sementes férteis.

FLORAÇÃO: floração masculina e femininas separadas.

ÁGUA: precisa de água na formação das flores e ter cuidado para evitar o encharcamento por muito tempo.

REGAS: Sempre que o solo já estiver muito seco.

SUBSTRATO: Para suculentas ou para plantas ornamentais a base de turfa, carvão vegetal e casca de pinus moída (Vaso) depois colocar no solo.

FERTILIZAÇÃO: Uma vez na primavera e uma vez no verão, com adubo orgânico ou NPK 10-10-10 bem diluído em água (diluo pelo dobro de água do recomendado na embalagem).

CATEGORIA: palmeira e folhagens para jardins.

ADUBAÇÃO: o solo deverá ser fértil. A adubação deve ser feita de forma constante com fertilizante orgânico (Compostagem; Húmus de minhocas; Estercos; etc.).

PRAGAS: por ser cultivado em ambientes onde não há luz direta do sol, é comum o aparecimento de pulgões e cochonilhas, além de ácaros e lagartas – Geralmente uso Álcool isopropílico (uma porção de álcool e três de água) ou sabão líquido com água.

CULTIVO: as sementes germinam em cerca de 60 dias. Desenvolvimento relativamente rápido. Adaptada a solos pobres, mas com umidade adequada.

PERÍODO DE FLORESCIMENTO E FRUTIFICAÇÃO: Florescimento ocorre na primavera e no verão. Frutificação abundante nos meses de verão.

UTILIDADES ECONÔMICAS: Espécie pouco cultivada como ornamental. Possui grande potencial de expansão devido a possibilidade de comercialização dos frutos, conhecidos por tâmaras. Se faz indispensável a presença de plantas masculinas. Há diversas variedades comerciais, multiplicadas por separação das brotações da base. Adequada para parques. Distingue-se pela cor da folhagem.

FOTOS: Foto da Floricultura CENTRO DAS PLANTAS 02, Rua João de Alencar, Cauamé, Boa Vista, Roraima, Brasil, 06 dez 2025.  https://www.instagram.com/centrodasplantas02_/  

 

REFERÊNCIAS:

 

COSTA, N. M S. et al.  INFLUÊNCIA DA LUZ NA GERMINAÇÃO in vitro DE SEMENTESDE TAMAREIRA (Phoenix dactylifera L.). Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1413-70542010000700007 Acesso em: 07 dez 2025.

 

Disponível em: https://issuu.com/abarriguda/docs/livro_tamareira/s/17500757 Acesso em 07 dez 2025.

 

Disponível em: https://www.museunacional.ufrj.br/hortobotanico/Palmeiras/phoenixdactylifera.html Acesso em: 06 dez 2025.

 

VIDAL, W. N.; VIDAL, M. R. R e PAULA, C. C. BOTÂNICA – Organografia: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos. 5 ed. VISOÇA: UFV. 2021

 

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... por AFFONSO QUEIROZ – affonsoqueiroz@msn.com

 

 

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