Phoenix
dactylifera L.
é uma palmeira da família Aracaceae, nativa do Oriente Médio e Norte da África,
cultivada por seus frutos doces e nutritivos. Essa palmeira é conhecida como tâmaras,
ricos em fibras, açúcares, vitaminas e antioxidantes, com amplas aplicações na
alimentação, medicina tradicional e indústria farmacêutica, sendo um alimento
básico em regiões áridas e com valor cultural e religioso significativo, além
de oferecer potencial terapêutico contra estresse oxidativo e outras condições.
A
tamareira é uma árvore perene, ultrapassando os 15 metros de altura que produz
frutos comestíveis e tem sua beleza ornamental. Com raízes subterrâneas,
fasciculadas, ramificas e muito profundas, adaptando-se ao ambiente de deserto.
Já o seu caule tipicamente cilíndrico não ramificado do tipo estipe, mas
ocasionalmente pode formar touceiras com vários caules (rebentos) a partir do
mesmo sistema radicular, que são muitas vezes removidos em cultivos comerciais
para promover o crescimento da planta principal. Com crescimento alto e muito lento
no deserto onde as questões pluviométricas são escassas, porém no ambiente
comercial e com gotejamento tem-se observado um alto rendimento da sua
biomassa.
Suas
folhas são pecioladas, compostas de maneira uniforme por um ráquis rígido,
mas recurvado, e de 100 a 200 longos folíolos com bases aderente formando um
leque e ápice de formato lanceolado. A bainha da base da fronde é longa, lisa e
de cor verde e quando seca por isolação ou tempo. Com grandes acúleos preso aos
pecíolos das folhas palmadas.
A
tamareira é uma planta é dióica, o que significa que as flores masculinas
e femininas crescem em palmeiras separadas. Com suas inflorescências de
forma pendente entre as folhas, ramificadas e densas, que pode ultrapassar os 01
metres de comprimento. São axilares, pluriflora, simples indefinidas, formando espigas
de flores que crescem a partir do ponto onde as folhas se juntam ao caule. Elas
surgem envoltas por uma bainha protetora (espata).
As
plantas masculinas têm flores brancas e são mais volumosas. Elas secam logo
após a liberação do pólen, que é leve e disperso pelo vento ou manualmente na
polinização artificial. Já as plantas feminais possuem inflorescências inicialmente
pequenas, de estruturas esféricas ("bolinhas"). Após a polinização,
essas flores femininas se transformam nos frutos ovoides-alongados, que são as
tâmaras, mudando de cor amarela-avermelhada para marrom à medida que
amadurecem.
Seus
frutos ovais-cilíndricos, variando do amarelo ao vermelho vivo ou marrom
escuro, com polpa doce e açucarada, textura que vai de firme a gelatinosa
(dependendo do estágio de maturação). Com suas sementes, única em cada fruto, formato
alongado e cilíndrico, geralmente ligeiramente curvado; coloração típica é
marrom-clara a marrom-escura, podendo variar ligeiramente dependendo da
variedade da tâmara; com textura dura e lenhificada, com um sulco longitudinal
distinto (uma linha que percorre o comprimento da semente) em um dos lados; medem
de 02 a 04 centímetros de comprimento e no interior contendo uma polpa comestível.
Portanto é
uma palmeira robusta que cresce até 30m, com tronco coberto por bases de folhas
velhas e uma coroa de folhas longas e pinadas. Produz frutos doces e nutritivos
chamados tâmaras (de amarelos a marrons), ricos em açúcares e antioxidantes,
importantes na culinária e cultura do Oriente Médio e Norte da África, sendo um
alimento básico e com uso medicinal, com potencial para cultivo no Brasil e no
mundo.
CLASSIFICAÇÃO
CIENTÍFICA:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Arecales
Família: Arecaceae
Gênero: Phoenix
Espécie: Phoenix
dactylifera L.
FICHA
TÉCNICA
NOME
CIENTÍFICO: Phoenix
dactylifera L.
NOMES
POPULARES: tamareira
FAMÍLIA: Arecaceae
CATEGORIA: plantas
ornamentais e produtoras de alimentos.
CLIMA: Equatorial,
Subtropical e Tropical.
ORIGEM: Norte da África,
Oriente Médio, Índia.
ALTURA: até 30 metros de
altura.
RAIZ: suas raízes subterrâneas, fasciculadas, ramificas
e muito profundas, adaptando-se ao ambiente de deserto.
CAULE: caule tipicamente cilíndrico
não ramificado do tipo estipe, mas ocasionalmente pode formar touceiras com
vários caules (rebentos) a partir do mesmo sistema radicular, que são muitas
vezes removidos em cultivos comerciais para promover o crescimento da planta
principal. Com crescimento alto e muito lento no deserto onde as questões pluviométricas
são escassas, porém no ambiente comercial e com gotejamento tem-se observado um
alto rendimento da sua biomassa.
FOLHA: suas folhas são
pecioladas, compostas de maneira uniforme por um ráquis rígido, mas
recurvado, e de 100 a 200 longos folíolos com bases aderente formando um leque
e ápice de formato lanceolado. A bainha da base da fronde é longa, lisa e de
cor verde e quando seca por isolação ou tempo. Com grandes acúleos preso aos
pecíolos das folhas palmadas.
INFLORESCÊNCIAS: suas inflorescências
de forma pendente entre as folhas, ramificadas e densas, que pode ultrapassar
os 01 metres de comprimento. São axilares, pluriflora, simples indefinidas,
formando espigas de flores que crescem a partir do ponto onde as folhas se
juntam ao caule. Elas surgem envoltas por uma bainha protetora (espata).
FLORES: possui flores masculinas e femininas. As plantas masculinas
têm flores brancas e são mais volumosas. Elas secam logo após a liberação do
pólen, que é leve e disperso pelo vento ou manualmente na polinização
artificial. Já as plantas feminais possuem inflorescências inicialmente pequenas,
de estruturas esféricas ("bolinhas"). Após a polinização, essas
flores femininas se transformam nos frutos ovoides-alongados, que são as
tâmaras, mudando de cor amarela-avermelhada para marrom à medida que
amadurecem.
FRUTOS: seus frutos ovais-cilíndricos,
variando do amarelo ao vermelho vivo ou marrom escuro, com polpa doce e
açucarada, textura que vai de firme a gelatinosa (dependendo do estágio de
maturação).
SEMENTES: suas sementes, única
em cada fruto, formato alongado e cilíndrico, geralmente ligeiramente curvado; coloração
típica é marrom-clara a marrom-escura, podendo variar ligeiramente dependendo
da variedade da tâmara.
LUMINOSIDADE
IDEAL: Sol
Pleno
CICLO
DE VIDA: É
uma espécie de palmeira perene de alta densidade que precisa de um grande
espaço na jardinagem. Por ter uma altura imponente e muito espaçosa.
HABITAT
E ECOLOGIA: Cresce
em locais secos e rochosos dominados por diferentes comunidades
arbustivas. Precisa de sol pleno, muito espaço para se desenvolver e tem
um crescimento lento e de grande imponência.
CLIMA: Mediterrâneo, Oceânico, Semiárido,
árido, Subtropical e Tropical.
CULTIVO: De crescimento muito
lento, gosta de solos rico em matéria orgânica.
UTILIZAÇÃO: planta ornamental e
produtora de alimentos.
PROPAGAÇÃO: Por sementes férteis.
FLORAÇÃO: floração
masculina e femininas separadas.
ÁGUA: precisa de água na
formação das flores e ter cuidado para evitar o encharcamento por muito tempo.
REGAS: Sempre que o solo
já estiver muito seco.
SUBSTRATO: Para suculentas
ou para plantas ornamentais a base de turfa, carvão vegetal e casca de pinus
moída (Vaso) depois colocar no solo.
FERTILIZAÇÃO: Uma vez na primavera e
uma vez no verão, com adubo orgânico ou NPK 10-10-10 bem diluído em água (diluo
pelo dobro de água do recomendado na embalagem).
CATEGORIA: palmeira e folhagens para jardins.
ADUBAÇÃO: o solo deverá ser fértil. A adubação deve ser feita de
forma constante com fertilizante orgânico (Compostagem; Húmus de minhocas;
Estercos; etc.).
PRAGAS: por ser cultivado em ambientes onde não há luz direta do sol, é
comum o aparecimento de pulgões e cochonilhas, além de ácaros e lagartas –
Geralmente uso Álcool isopropílico (uma porção de álcool e três de água) ou
sabão líquido com água.
CULTIVO: as sementes
germinam em cerca de 60 dias. Desenvolvimento relativamente rápido. Adaptada a
solos pobres, mas com umidade adequada.
PERÍODO
DE FLORESCIMENTO E FRUTIFICAÇÃO: Florescimento ocorre na primavera
e no verão. Frutificação abundante nos meses de verão.
UTILIDADES
ECONÔMICAS: Espécie
pouco cultivada como ornamental. Possui grande potencial de expansão devido a
possibilidade de comercialização dos frutos, conhecidos por tâmaras. Se faz
indispensável a presença de plantas masculinas. Há diversas variedades
comerciais, multiplicadas por separação das brotações da base. Adequada para
parques. Distingue-se pela cor da folhagem.
FOTOS: Foto da
Floricultura CENTRO DAS PLANTAS 02, Rua João de Alencar, Cauamé, Boa Vista,
Roraima, Brasil, 06 dez 2025. https://www.instagram.com/centrodasplantas02_/
REFERÊNCIAS:
COSTA, N.
M S. et al. INFLUÊNCIA DA LUZ NA GERMINAÇÃO in vitro DE
SEMENTESDE TAMAREIRA (Phoenix dactylifera L.). Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1413-70542010000700007
Acesso em: 07 dez 2025.
Disponível
em: https://issuu.com/abarriguda/docs/livro_tamareira/s/17500757
Acesso em 07 dez 2025.
Disponível
em: https://www.museunacional.ufrj.br/hortobotanico/Palmeiras/phoenixdactylifera.html
Acesso em: 06 dez 2025.
VIDAL, W.
N.; VIDAL, M. R. R e PAULA, C. C. BOTÂNICA – Organografia: quadros
sinóticos ilustrados de fanerógamos. 5 ed. VISOÇA: UFV. 2021
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... por
AFFONSO QUEIROZ – affonsoqueiroz@msn.com
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